Ah, principalmente quando se atinge um pouco mais de idade, parece que as doces lembranças emergem aleatoriamente fazendo com que muitas vezes fiquemos com um sorriso grudado no rosto repentinamente, sem saber como e nem porquê.

Sabe aqueles velhos tempos em que a gente correu feito louca pra dar conta do trabalho na empresa, da casa, da educação dos filhos, cuidar do marido e gerenciar a “secretária do lar”? Pois é, quem passou sabe muito bem a luta que foi pra manter a lucidez.

Certa vez, num domingo a noite em que eu tentava organizar um pouco a casa, após ter recebido visita de parentes no final de semana, corria de um lado para o outro, as crianças já estavam na cama e eu fui então desmontar um pequeno quarto de hóspedes para guardar as coisas em seus devidos lugares.

Havia uma cama dobrável que eu desmontava e cobria com uma capa de tecido. Me aproximei da mesma, ajoelhada no chão e segurando a capa com a boca pra cima falei pra cama levantar as perninhas pra eu lhe vestir com a proteção…

Após alguns segundos, percebi o absurdo da situação e caí na gargalhada.
Ocorrências como esta não eram raras e, apesar dos pesares o tempo passou e felizmente sobrevivemos todos e cá estamos pra contar as histórias. Faz parte do presente, também reviver o passado.

-
História escrita por Ana Sueli de Castro Baroni