Uma menina correndo e brincando na rua, Silvania o nome dela, parecia normal até alguém saber que era cega.

Aquilo tocou seu coração, seguiu a menina e descobriu onde morava, eram 5 irmãos, a mãe usava a filha para pedir esmola. A pessoa pediu para a mãe deixar ajudar a menina na esperança de um dia ela poder enxergar, esta negou, tive que ser convencida de que na sua falta os irmãos não iriam cuidar de uma cega, meio a contragosto ela autorizou.
A pessoa escreveu uma carta para a Ministra da Saúde, que responde e mandou ela ir em vários lugares para realizar uns exames, essa pessoa deixou seus 4 filhos em casa, mas na maioria levava eles consigo, depois de tudo realizado, veio a triste notícia de que a Silvania nunca mais iria enxergar porque ela ficou cega aos 9 meses e o nervo estrava atrofiado, mas a pessoa não desistiu, foi no Instituto de Padre Chico para cegos , explicou o caso e conseguiu uma vaga para ela, saiu de lá assustada, tinha que levar um enxoval todo novo para ela, inclusive uma Reglete usada na alfabetização de deficientes visuais que era muito cara.

Foi em vários comerciantes pedir ajuda, acho que pela emoção dela, teve muita sorte, conseguiu quase todo enxoval, tirou dinheiro seu, mesmo sabendo que privaria seus filhos, pediu a conhecidos e parentes, finalmente conseguiu tudo, inclusive a Reglete.
A Silvania ficou feliz em saber que aprenderia ler, estudar, ter uma profissão e tocar violão, conseguiu até uma senhora que pagaria a passagem dela e da mãe, porque poderia sair na sexta-feira e voltar na segunda. A pessoa ia sempre visitar a Silvana, e ela contava, feliz, seus progressos, também levava cesta básica na casa da mãe, tirava do pouco que tinha, mas isso só causou comodismo na família de Silvania.

Diante disso, resolveu se afastar para que eles andassem com as próprias pernas, afinal Silvania estava encaminhada. Certo dia avisaram a pessoa de que a mãe pegava a Silvania, levava para casa e só devolvia quando queria. Então, escreveu novamente para a Ministra, explicou tudo o que ocorria e pediu para uma assistente social acompanhar o caso porque ela estava abandonando seus próprias filhos para cuidar da Silvania e não podia mais fazer isso. Depois de um tempo, foi fazer uma visita, quando chamou no portão, a Silvania apareceu dizendo que esta voz ela nunca esqueceria, afinal era só isso que ela conhecia dela, falou que havia recebido uma córnea e que estava na espera de outra, mas infelizmente os olhos estavam sensíveis por causa da claridade, imediatamente a pessoas deu seus óculos escuros, ela colocou e olhou para a pessoa, dando-lhe um abraço chorando e agradecendo. Foi o melhor presente que ganhei na vida e guardarei para sempre porque essa pessoa sou eu.

-
História escrita por Valdelice Bacic de Araujo SIlva