Eu fui contratado como funcionário da antiga C.T.B (Companhia Telefônica Brasileira) no ano de 1964, e no ano de 1967 fui designado para coordenar equipes de instalação de telefones, em expansão, que não aconteciam há décadas na cidade de São Paulo.

As instalações que eram programadas, eram pedidos muito antigos, coisa de até dezena de anos, e eu não sei como os futuros assinantes eram contratados. Imagino que através de cartas, mas só sei que normalmente eles nos aguardavam com muita euforia. Com casas enfeitadas, festas, feijoadas, tudo para receber a grande novidade que era a linha telefônica.

Ao chegarmos em uma dessas residências para instalar a linha telefônica, havia um velório no local. Estranhamos o fato, mas procuramos pelo assinante que constava na ordem de serviço, e ficamos sabendo que era o próprio que estava sendo velado. Foi quando a viúva do mesmo nos contou que o seu esposo (o morto) ao receber a comunicação da instalação (não teria acreditado) e ficando muito emocionado falecera naquela própria noite.

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Escrito por Luiz Paulo Stevanin