Parte 1 - A paixão pelo mundo de estórias e fantasias

Sempre adorei qualquer tipo de estória, conto, fábula e história. Nasci e cresci cercado por elas, quer fossem contadas, narradas, lidas ou utilizadas como exemplo de vida e lição de moral. E meus pais faziam isso muito bem, para encanto de toda a família de dez irmãos. Não havia nada mais mágico e encantador para nós do que a quase dezena delas, contadas diariamente e até repetidamente, antes que pegássemos no sono, no quarto de nossos pais – depois éramos cuidadosamente levados ou guiados por eles até nossos locais de dormir.
Mais tarde passei a lê-las por conta própria. Até hoje guardo, com carinho e zelo, a primeira coleção de livros de estória que ganhei, em meu aniversário de oito anos, presente de um de meus irmãos mais velhos, o Danúsio, que, além de ter o mesmo nome de nosso pai, tinha o mesmo gosto exagerado pela leitura.
Os quatro belos livros, grandes e coloridos, com letras imensas, fizeram parte, logo de imediato, de meu mundo infantil, já repleto de estórias dos discos infantis de vinil de 45 rotações da Gravadora Disquinho. Recordo ainda, com facilidade, o título e o conteúdo dos livros Chapeuzinho Vermelho, O Pequeno Cangaceiro, O Indiozinho Amazonas e As Aventuras do Indiozinho Amazonas. Ainda consigo sentir o cheiro da tinta de impressão e a textura grossa do papel na ponta dos dedos.

Crianças aprendem as coisas de forma diferente dos adultos. Elas aprendem direitinho o que lhes ensinam, a maioria das vezes sem questionamentos, reclamações ou comentários. Talvez a ingenuidade as torne capazes de simplesmente aceitar recomendações e ordens sem realizar juízo de qualquer espécie, aumentando a margem de acerto do “recado dado”.

Muito cedo aprendi que existem “estórias” (que não aconteceram de verdade) e histórias (que aconteceram verdadeiramente). E ainda aprendi que existiam as fábulas (falam de animais), os contos (que contam de tudo), as prosas e os versos. E assim aprendi a gostar de tudo isso.
As antigas “morais da estória” eram no mínimo “o máximo”, sempre carregadas de conteúdos repletos de exaltação da força do bem e das virtudes dos viventes, fossem humanos, animais, fadas ou duendes. Inconscientemente aprendemos desde cedo a diferença entre o amor e o ódio, virtualmente presenciamos lutas do bem contra o mal e muitos outros valores morais, capazes de construir um saudável embasamento para a ética e a cidadania.

E assim, sem perceber, aprendemos a evocar a sabedoria da “moral da estória” em situações reais, fazendo uso dos sábios ensinamentos dos personagens do faz de conta. E muitas vezes nos saímos muito bem, graças a Deus e às criações de seus filhos, incluindo os autores das maravilhosas estórias infantis.
À medida que íamos crescendo, o conteúdo das estórias ia migrando para fatos reais. De repente, ouvíamos reiteradas vezes as “histórias-conselhos” de nosso sábio e querido pai, como a antecipar as trajetórias e desilusões que mais adiante a vida e as pessoas poderiam nos trazer. E hoje tenho consciência de que elas funcionaram muito bem, sim!

Pois bem, sempre acreditei que os ensinamentos de estórias, fábulas e histórias poderiam realmente ajudar alguém (ou a nós mesmos) a agir proativamente, nos poupando de infortúnios e nos ajudando a sair de situações desagradáveis e de difícil solução. Então me apaixonei por todo esse mundo encantador e envolvente, ansiando por um dia me tornar um “contador de histórias”.

E assim cresci, o tempo passou, me tornei adulto e lutei como poucos para continuar crescendo; primeiro intelectualmente e, depois, espiritualmente, buscando sempre estabelecer uma trajetória de vida digna de ser enxergada e contada, ao “olhar para trás”, contendo sempre um exemplo a ser seguido e uma “moral da estória” muito útil ao propósito do bem e do bem viver.

Creio que o maior mérito desse objetivo pretendido será a disseminação ou a simples reprodução, de forma contextualizada e atual, de fatos que façam parte de minha história de vida e que possam constituir referência ou exemplo para outros, influenciando as difíceis tomadas de decisão da vida adulta. Ficarei muito feliz se um dia minhas palavras puderem tocar ou influenciar ao menos um único ser em nosso complexo mundo humano.

Mas chega de contar estória e vamos às histórias de minha vida, que creio serem capazes de contribuir com “alguma coisa para alguém”. Que tal começar com histórias de fé e milagre? Quem sabe o leitor não precisa de um deles em sua vida?

Parte 2 - O primeiro milagre em minha vida

Minha primeira história de fé e milagre ocorreu quando eu cursava o quarto ano de engenharia. Eu já havia obtido muitas ajudas do céu, mas até então não tinha ainda experimentado um evento quase inacreditável, no qual eu pudesse me sentir verdadeiramente contemplado por um milagre, como o que ocorreu naquele dia de prova semifinal da universidade.

Era um dia de tudo ou nada. A obtenção da nota 8 era uma tarefa difícil, considerada até impossível pelos meus colegas de turma do oitavo semestre. Eu havia adoecido e perdido a primeira prova e precisava tirar um 8 na segunda, para que a nota fosse dividida por 2 e me assegurasse o conceito parcial “regular”, o que me permitiria fazer a prova final – e isso, sim, seria um feito digno de um milagre!

Era um semestre atípico, com greve de professores e servidores da universidade, o que tumultuou o calendário daquele fim de ano. Não havia nem tempo para a realização de provas de segunda chamada (absurdo) nem a garantia de direitos dos alunos. Os professores marcavam provas para a semana entre o Natal e o Ano-Novo, num grande alvoroço e atropelo. Tudo era um atropelo só!

Então me vi diante de uma complexa situação: em 5 dias deveria me preparar para duas pesadas provas de uma matéria complexa e chata de estudar, de um jovem professor complicado e igualmente chato com seus alunos.

A situação não era nada justa, pois eu era um ótimo aluno, estudioso e dedicado, mas que, devido às circunstâncias críticas e anormais, estava diante da real possibilidade de perder um semestre, o que certamente comprometeria minha formatura no ano seguinte, pois aquela disciplina não era oferecida semestralmente.

Estudei muito por quase todas as horas daqueles dias, quase não dormi. Mas aquilo não foi suficiente para me deixar tranquilo e confiante. Precisava de algo a mais para ancorar minhas expectativas, para me dar o conforto e a certeza de que me sairia bem. Mas onde eu conseguiria elementos tão poderosos assim? Busquei em minhas memórias os muitos acervos associados ao tema, até me deparar com a questão da fé e dos milagres.

Recordei-me de certa ocasião em que meus pais haviam sido atendidos numa promessa feita a São Judas Tadeu, fato que os fez levar boa parte da família à Igreja de São Judas, bem distante de nossa casa, não só para agradecer ao Santo dos Casos Impossíveis, mas também para nos apresentar ao Protetor dos Aflitos, sob as recomendações de que recorrêssemos a ele nas grandes necessidades. Na saída da igreja, cada um de nós recebeu um santinho, em cujo verso constava uma oração

Eu havia guardado muito bem aquele santinho para uma possível grande necessidade, coisa que parecia estar ocorrendo naquele momento. Vasculhei algumas gavetas e então o encontrei, meio amarelado e com as pontas amassadas. Rezei com fervor a oração e prometi que, se fosse atendido, cumpriria exatamente o que estava escrito em seu final: “Eu vos prometo, ó meu bendito São Judas, lembrar-me sempre deste grande favor e fazer tudo que estiver em meu alcance para incentivar a devoção para convosco.” De imediato me senti mais amparado e coloquei no bolso da camisa o santinho com a poderosa oração. Parti rumo à universidade.

A prova era realmente muito difícil e extensa, com questões discursivas (que valiam quatro pontos) e de cálculo (que valiam seis pontos). Da primeira parte, eu consegui responder metade, portanto já tinha garantido dois pontos. O problema eram os problemas (sem trocadilho) da segunda parte, bastante complexos e longos. Uma parte deles eu sabia fazer, mas eu precisava acertar todos, o que parecia ser cada vez mais impossível, já que eu estava nervoso e começando a sentir um desesperador frio na barriga, prenúncio do total desespero que logo viria.

Faltava apenas uma hora para o final da prova, e eu roguei desesperadamente ao milagroso santo para que fizesse ocorrer um milagre comigo, já que por vias normais eu nada conseguiria, pois meu nervosismo bloqueava todo o raciocínio.

No auge do desespero, cuidadosamente puxei do bolso a pequena oração impressa no verso da estampa da figura de São Judas Tadeu e comecei a ler em voz baixa. De repente o professor se levantou, caminhou em minha direção e tomou de minhas mãos o santinho, certo de que se tratava de uma cola.

Ele, então, fez uma cara de espanto e deboche, devolveu-me a oração, olhou para a minha prova parcialmente respondida e ainda disse: “Reze mesmo, só um milagre do Santo dos Casos Impossíveis para lhe ajudar, pois o tempo já está acabando. Por falar nisso, sente-se naquela cadeira ali, na primeira fila.”

Aquilo me deixou revoltado e mais desesperado ainda. Certamente ele pensou que eu iria colar de algum vizinho e me mandou para uma cadeira de frente para a lousa verde. Fechei os olhos com muita força, cerrei os punhos com determinação e roguei como nunca tinha feito antes, para que São Judas me ajudasse também a dar uma lição naquele frio e incrédulo professor, mostrando todo o poder e da fé e do santo milagroso, que era também apóstolo e primo de Jesus Cristo.

Naquele momento me veio a estranha sensação de que a imagem de São Judas havia saído do santinho e se colocado atrás de mim, um pouco para a esquerda, quase no final de meu campo de visão. Eu não o via perfeitamente, mas sentia sua presença e percebia uma sensação de calor confortante.

Abri os olhos e de imediato enxerguei a lousa verde à minha frente com várias fórmulas matemáticas e inscrições feitas a giz branco e azul. Será que ali havia alguma pista que me ajudaria na resolução dos problemas? Busquei novamente alguma relação, mas nada. Tudo aquilo era referente a outro assunto, provavelmente fragmentos de alguma aula de outra matéria técnica qualquer apenas parecida.

Olhei para o teto e me veio uma estranha inspiração: copiar na folha quase totalmente em branco tudo o que estava escrito na lousa. E assim o fiz, preenchendo na totalidade toda a folha de respostas, com assuntos que nada tinham a ver, mas com uma letra bonita e caprichada. A prova ficou com cara de nota dez!

Nem sei por que fiz aquilo, mas me senti aliviado com aquela absurda e insensata atitude que me ocupou até os minutos finas da prova. Juntei os dois cadernos com atitude e entreguei-os confiante ao professor, que nem sequer olhou para mim, preocupado que estava em recolher a prova de todos os retardatários. E eu nem mais estava desesperado, ao contrário, sentia a sensação de dever cumprido.

Dois dias depois eu estava reunido com toda a turma na mesma sala de aula, recebendo o resultado que nos qualificaria para a prova final. Quatro de meus colegas já haviam sido reprovados, mas estranhamente o meu nome não havia sido mencionado. Fiquei quietinho até o final da aula.

Achei que eu tinha feito uma coisa tão absurda que o “professor carrasco” não deixaria por menos, no mínimo pediria uma suspensão ou algo parecido para mim, pela gozação ou insanidade praticada.

Ele, então, encerrou a aula e disse que a prova final seria no dia seguinte, no período da tarde. Depois de liberar a turma, olhou para mim e disse meio constrangido: “Eu perdi a sua prova! Eu estava a corrigindo, corrigi a primeira parte, você acertou metade dela.” Eu, atônito, engoli em seco e tremi nas bases. Naquela hora eu sabia que “lá vinha bomba” e esperei pelo pior, calado e sem coragem de encarar o professor. Puxei do bolso o santinho cada vez mais amassado e segurei-o com muita fé e esperança na mão esquerda.

O professor se calou por alguns instantes e então continuou: “Comecei a corrigir a segunda parte, que estava muito rabiscada e com todas as questões respondidas. Como estava cansado, pedi a minha esposa um café e deixei sua prova de lado por alguns instantes. Ela veio, me serviu o café e abriu a janela para ventilar um pouco, mas entrou tanto vento que alguns papéis voaram pela janela afora de meu novo apartamento. Como estou morando na praia, não houve jeito de recuperar a sua prova, que voou para longe.”

Ele então complementou: “Sinto muito, não sei o quanto você acertou e que nota tirou, e não temos mais tempo para fazer outra prova. Assim, supondo que tudo que você escreveu estivesse certo, você tiraria a nota que lhe permitiria ir para a prova final amanhã. Portanto, lhe dei a nota 6, considerando que você acertou tudo. Não sei por que estou fazendo isso, mas venha fazer a prova amanhã, certo?”

Eu fiquei tão radiante que levantei os braços e, sem querer, expus o santinho de São Judas que estava na minha mão quase no rosto do professor. Sem nada comentar, ele fitou por alguns instantes aquela pequena estampa colorida e, em seguida, me encarou com o semblante confuso e em busca de explicação que só os incrédulos têm. Certamente ele se lembrou dos comentários que havia feito e dos fenômenos inexplicáveis que ocorreram em sua casa.

Pronto! Verdadeiramente uma coisa incrível havia ocorrido, um verdadeiro milagre. E tudo o que aconteceu, todas as ações de atores diferentes contribuíram para que o milagre acontecesse: o professor, que pensou que eu estivesse colando e me mudou de lugar; eu, que havia agido sob a inspiração milagrosa e que, mesmo sem lógica ou razão, passado a copiar o conteúdo da lousa; a esposa do professor, que havia feito a parte dela e aberto a janela; e São Judas, que havia feito a parte dele ao providenciar o vento que levou minha prova para o alto.

E, então, no dia seguinte, eu fiz a prova final, passei de semestre e no ano seguinte me formei em engenharia. O mais importante de tudo foi que passei a entender como a fé funciona e como os milagres acontecem. Também passei a ser um fervoroso devoto de São Judas Tadeu, quem elegi parceiro preferencial dos momentos importantes e decisivos de minha vida. E por falar em parceria, creio que, juntos, demos uma lição naquele professor de coração duro e de pouca fé.

Esta narrativa refere-se apenas ao primeiro de muitos outros milagres que viriam a ocorrer em minha vida. Desde então me tornei devoto inseparável do Santo dos Casos Impossíveis e um grande propagador da importância da fé em nossas vidas! Quanto aos outros milagres, eles serão contados em uma próxima vez. Tenha certeza de darão ótimas histórias para “ler e crer”!

Parte 3 - O universo da fé

A enorme fé que hoje carrego dentro de mim não nasceu comigo. Nem sei bem como ela se instalou em mim, mas sei que em parte ela veio com o tempo e com a influência de meus pais, principalmente em minha adolescência. Com o tempo, ela se fortaleceu, motivada pelos bem-sucedidos resultados que obtive nas minhas “grandes necessidades”.

O mais interessante de tudo é que, sem querer, terminei por constatar que a fé presente em nossas mentes e corações nunca é constante e perene como deveria ser. E é essencial que ela seja assim, que se modifique e se alterne, como a própria vida deve ser.

Quando o “índice de fé” está baixo em nosso interior, surgem novamente as dificuldades, nos fornecendo “doses de humildade”, mediante a constatação de que nem sempre podemos resolver tudo e que em alguns casos só nos resta apelar ao céu. Assim, novamente nos aproximamos de Deus, nos tornamos menores, nos tornamos melhores.
Se nossos dias fossem sempre repletos de felicidade, a vida deixaria de ser especial e se tornaria comum, repetitiva e cansativa. Logo deixaríamos de perceber a felicidade e de valorizá-la, pois faz parte da natureza humana enjoar das coisas que se tornam banais. É preciso que de vez em quando ocorram dificuldades em nossas vidas e surjam obstáculos em nossos caminhos, para que possamos “nos manter em forma” ao saltá-los.
E assim, no decorrer da vida, muitas vezes nos deparamos com situações e problemas pessoais constrangedores, capazes de nos fazer ter receio de pedir ajuda aos outros, seja pelo medo de nos expor, seja simplesmente porque, em determinados momentos, sofremos um golpe tão forte e inesperado, que momentaneamente ficamos “cegos”, “surdos”, “mudos” e “paralíticos”. E em tais situações, desprovidos de boa parte de nossos cinco sentidos humanos, nos tornamos fragilizados e incapazes de pensar e agir adequadamente, o que só piora a situação.

E é exatamente nessas ocasiões que entra (ou que deveria entrar) em ação um elemento que faz toda a diferença, algo tênue, delicado e sutil chamado “fé”. A frase “a fé é a certeza daquilo que ainda se espera” (Hb 11:1) dá uma forte consistência a algo tão intangível quanto a fé. E não há dúvidas de que a fé é capaz de fornecer a esperança e o amparo necessários e adequados para a superação de dificuldades que assolam a nossa tranquilidade.

Muitas vezes, a “coisa mais certa” em nossa vida é a fé, justamente algo que não se pode tocar e que não se pode enxergar; apenas podemos senti-la, não com algum de nossos cinco sentidos, mas com o coração e com a nossa alma. Para os céticos, provavelmente “confiar na fé” pode parecer algo sem sentido, ilógico ou irracional, mas mal sabem eles que o que parece “incerto” é com certeza a coisa mais confiável e certa em nossas vidas.

Porém, infelizmente não se nasce com fé. Ela brota em determinado momento de nossa existência, de forma imprevisível. Às vezes bem cedo, outras mais tarde, e algumas vezes nunca. E, assim como uma planta, a fé precisa ser cuidada, regada e adubada constante e permanentemente.

Se nos esquecemos dela, ela pode enfraquecer e perecer. Portanto, a fé tem de ser mantida e fortalecida diariamente, até tornar-se um hábito presente no nosso cotidiano, tanto quanto a higiene pessoal ou os cuidados diários com a saúde. Chegará um dia em que a fé passará a ser o alimento de nossa alma.

Uma das maiores consequências da fé é o conforto. E uma das melhores formas de mantê-la em dia é por meio da proximidade de Deus, através da religião e da prática dos preceitos a ela relacionados.

Mas isso não significa dizer que somente pessoas de grande religiosidade podem ser beneficiadas pelo poder da fé; muito pelo contrário, qualquer um pode, de uma hora para outra, tornar-se digno da atuação divina do Criador, mesmo sem antecedentes ou histórico de proximidade em relação a Deus. É que Deus tem o incrível poder de, a qualquer momento, nos tocar e nos transformar.

Recentemente, um noticiário televisivo apresentou uma notícia que mencionava que as frases do Salmo 23, quando recitadas pelos cristãos, causavam uma perceptível alteração nos padrões de frequência cardíaca: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará. (...) Ainda que eu caminhe pelo vale da sombra e da morte, não temerei mal algum.”

Palavras tão fortes e tão providas de irrefutável confiança mostraram-se capazes de aplacar o medo e a insegurança de forma mensurável e tangível, alterando níveis de batimentos cardíacos e restabelecendo a calma e a serenidade de quem delas fizesse uso. Não há dúvidas de que a fé é capaz de fornecer a esperança e o amparo necessários e adequados para a superação de dificuldades que assolam a nossa tranquilidade.
Dizem que ter fé é passar a ter a certeza da vitória antecipadamente, o que é verdadeiro, mas isso não significa dizer que devemos pedir a Deus e aguardar que ele nos atenda em tudo o que desejarmos, pois isso pode estar em desacordo com a sábia Providência Divina. Nem sempre o que tanto desejamos se coaduna com os propósitos dos céus para o nosso destino, pois o que parece, em determinado momento, ser adequado às nossas conveniências pode, na verdade, ser algo muito inferior ao que está reservado para nós.

Por essa razão, o não atendimento de um pedido ou desejo nunca deve ser causa de abalar a fé; muito pelo contrário, deve ser motivação para alterarmos nossas perspectivas para a recepção de bênçãos bem maiores do que as originariamente esperadas.

Também dizem que ter fé é como estar verdadeiramente preparado para fazer um bom concurso público, pois, depois de aprendido o que jamais lhe será tirado, você logrará êxito em todos os demais concursos que fizer.

É muito importante termos a fé verdadeira em nosso interior, mas não se pode esquecer que “a fé é ação”. Portanto, aja e faça sempre a sua parte, ajudando Deus a ajudá-lo. É impressionante como as coisas dão mais certo para quem faz a sua parte. Para quem tem Deus, nada falta. Portanto, ao adicionarmos Deus às nossas vidas, perdemos o medo e ganhamos a consciência de que as perturbações são passageiras; com isso, nos tornamos mais serenos, equilibrados e conscientes de nosso verdadeiro papel no “teatro e nas histórias da vida”.

-
Escrito por Gilberto Studart