Eu fiz uma promessa no santuário de São Judas Tadeu: se eu conseguisse adquirir minha casa própria, iria à igreja do padroeiro todo dia 28, pois esse dia é a data de sua comemoração. São Judas nos agraciou, conseguimos nosso propósito, nossa casa foi comprada. Ficamos felizes da vida, e todos os meses, fizesse frio ou calor, lá ia eu enfrentando enormes filas no santuário para passar junto da imagem e agradecer pela graça alcançada.

Eu entrava em serviço às 6h , por isso às 4h eu me levantava – e ia ao santuário em outro horário só mesmo quando não dava. Passaram-se muitos anos seguindo a mesma rotina, sem esquecer a promessa por nenhum instante, pois sempre sentia que de alguma forma eu tinha um aviso para cumprir com meu dever. Eu trabalhava na rua 7 de Abril e gostava de fazer o percurso até a estação da luz caminhando, para arejar a cabeça e também me distrair, olhando a paisagem do parque com suas lindas árvores, praças, pássaros, bancos e pessoas.

Num belo dia, como de costume, saí do serviço e prossegui a minha rotina. Estava caminhando pelo parque e avistei um senhor fazendo cooper, correndo, e de longe senti ele me derrubaria, mas percebi que não cairia sozinha. Ele, então, veio de encontro a mim e, no impacto, o fiz cair também. Caímos a uma distância de mais ou menos 10 metros um do outro. Eu e ele, no chão, nos olhamos, mas nenhum dos dois esboçou qualquer reação ou grosseria, ele só me olhou profundamente. Nos levantamos e, por incrível que pareça, nenhum arranhão ou dor. Fui pra minha casa normalmente e, ao preparar a cama para dormir, por volta das 23h30, me veio um clarão: havia me esquecido de ir ao Santuário de São Judas.

No dia seguinte, fui correndo até a igreja e, ao passar pela imagem do santo, tive a certeza de que ele tentou de todas as formas me fazer lembrar da promessa que eu havia feito, quando pedi sua intercessão na compra da minha casa.

Dou sempre este testemunho dizendo que vi São Judas, foi ele que me derrubou. Foi muito lindo perceber que em tudo que você faz com fé e crença haverá sempre uma forma de fazer você se lembrar do prometido. Esta é a minha história, simples e muito verdadeira. Obrigada pela oportunidade de divulgá-la.

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Escrito por Maria José Moreira Da Silva