Tudo começou com a chegada dos portugueses.

“Terra à vista!”. “Ai Bate o Pé!/Bate o Pé!/Bate o Pé!/Ai Bate o Pé!/Faça assim como eu/Ai Bate o Pé!/Bate o Pé!/Bate o Pé!/Foi assim que meu amor/Me prendeu...”. “Índia, seus cabelos nos ombros caídos,/Negros como a noite que não tem luar;/Seus lábios de rosa para mim sorrindo/E a doce meiguice desse seu olhar./Índia da pele morena,/Sua boca pequena/Eu quero beijar...”. “Todo dia era dia de índio? Todo dia era dia de índio...”. “Que país é esse...”. “É gente humilde/Que vontade de chorar...”.

O tempo passou e a mordomia imperou.

“Deitado eternamente em berço esplêndido,/Ao som do mar e à luz do céu/ profundo,/Fulguras, ó Brasil, florão da América,/Iluminado ao sol do Novo Mundo!...”. “Eu te amo meu Brasil, eu te amo./Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil.
Eu te amo meu Brasil, eu te amo/Ninguém segura a juventude do Brasil...”. “Você também é responsável...”. “Que país é esse...”. “É gente humilde/Que vontade de chorar...”

Momentos de calmarias.

“Meu coração, não sei porque/Bate feliz quando te vê/E os meus olhos ficam sorrindo/E pelas ruas vão te seguindo/Mas mesmo assim foges de mim ...”. “Quem é você, adivinha se gosta de mim/Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim...”. “Amou daquela vez como se fosse a última/Beijou sua mulher como se fosse a última/E cada filho seu como se fosse o único/E atravessou a rua com seu passo tímido/Subiu a construção como se fosse máquina ...”. “Ficar com certeza maluco beleza...”. “Que sonha com a volta do irmão do Henfil/Com tanta gente que partiu/Num rabo de foguete/Chora/ A nossa Pátria mãe gentil/Choram Marias e Clarisses/No solo do Brasil”. “Que país é esse...”

E as desavenças apareceram.

“Pai, afasta de mim esse cálice/Pai, afasta de mim esse cálice/Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue...”. “Aqui na terra tão jogando futebol/Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll/Uns dias chove, noutros dias bate sol/Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta/Muita mutreta pra levar a situação/Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça/E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça/Ninguém segura esse rojão...”. “Vem, vamos embora/Que esperar não é saber/Quem sabe faz a hora/Não espera acontecer”. “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stone ... Ratá-tá tá tá.../Tatá-rá tá tá.../Ratá-tá tá tá...”. “Brigar prá quê?/Se é sem querer/Quem é que vai/Nos proteger?/Será que vamos ter/Que responder/Pelos erros a mais/Eu e você?...”. “Que país é esse...”.

Brasil, país do futebol e da malandragem.

“Brasil está vazio na tarde de domingo, né?/Olha o sambão, aqui é o país do futebol...”. “Moro, num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza...”. “Brasil, meu Brasil brasileiro/Meu mulato inzoneiro/Vou cantar-te nos meus versos...”.

De repente, chegou ela, a temida corrupção.

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão, se gritar pega ladrão não fica um...”.
E agora? Só nos resta o quê? Cantar!

“Cara de palhaço/Pinta de palhaço/Roupa de palhaço/Foi este o meu amargo fim;/Cara de gaiato,/Pinta de gaiato,/Roupa de gaiato,/Foi o que eu arranjei pra mim...”. “Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora/E conta logo a tua mágoa toda para mim/Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora, que não vai embora...”.

Se você preferir podemos modificar e cantar:

“Por favor, não pare agora, senhor Juiz Sérgio Moro, não pare agora”.
“Que país é esse, que país é esse”. “É gente humilde/Que vontade de chorar...”.

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Escrito por: Francisco de Santana