O zumbido da motosserra na mata ecoou
E o canto do Uirapuru, a fumaça calou.
Ê, dança boi...

Os brincantes dançam no curral,
No São João e no Carnaval,
Cantando a morte da Hiléia.
Dança boi...
De um lado é vermelho, vermelhão.
Do outro é azul, de coração.
No festivo bumbá de Parintins
Dança boi...
Protestando eles vão até o fim

A nossa Amazônia está morrendo,
As toras no rio vão descendo,
Uma cruel devastação.
Dança boi...
A mata nativa estão queimando,
Seringueira enorme se acabando
E o índio guerreiro a maldizer.
Dança boi...
Sem o ecossistema, vai sofrer...

A temperatura vai subir
Se o homem afoito poluir...
E o mundo precisa respirar.
Dança boi...
Na sombra da velha impunidade
Invadem a terra à vontade
Com soja e gado a pastar.
Dança boi...
Quando vai o governo interditar?
Ê, ê, ê dança boi.
Ê, ê, ê dança boi.
Assim não pode terminar!

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Escrito por Vanildo Ricardo Silva