Aposentada da Telebrasília, mudei-me para Goiânia e entre os anos de 2008/2010 fiz um curso no Instituto Federal de Goiás.

A professora de português dando a matéria sobre “Diário Pessoal”. Já no último semestre do curso faleceu uma de nossas colegas de classe, a Zenaide. E eu escrevi para a professora:

“Professora Kênia,

A nossa Zenaide era Amélia, dessas que a gente nem pensava existir mais. Em novembro de 2009, absorta com seus desabafos fiz-lhe um acróstico que ficou assim:

Zum, zum, zum
Então, ainda tem mais um.
Na hora, minha mãe ou minha sogra?
Agora, meus filhos ou as visitas?
Ideia, pois
Depois, “Juvenil ou velhonil”? (Jovenil nome de seu marido)
É, um dia vou pro céu de anil.

Ela riu, achou engraçado e no outro dia me disse que seu filho Ramon rira até chorar...
No velório eu o abracei e disse em seu ouvido:
- Ela foi pro céu de anil!
Aí, ele deu um “urro”... Foi tão triste...
(Isso acabou ficando como página de um diário pessoal que gostaria de não ter escrito).

Helena”.

Comentário da professora Kênia:

“Helena,
Poucas vezes li textos de meus alunos que me emocionaram tanto... Foi preciso parar...
O acróstico ficou muito expressivo, de inteligência e sensibilidade, produto de uma vivência muito particular.
O resultado dele foi marcante. Para ela, seu filho, para você e agora para mim.
Não vou esquecer que pude partilhar de um momento tão significativo. Obrigada por me permitir.
É bom tê-la como minha aluna.
Kênia”.

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Escrito por: Helena de Fátima Souza