Entrei para a Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro S.A. — Telerj em 6/2/1974. Comecei a trabalhar na Rua Beneditinos, no centro do Rio de Janeiro, numa seção cuja finalidade era fazer levantamento de novos mercados e, posteriormente, pesquisas de dados em todo o Estado do Rio de Janeiro. O objetivo era saber se as pessoas em uma determinada cidade e determinado bairro estariam interessadas em adquirir telefones, coisa muito rara naquela ocasião.

Devido a esses serviços algumas cenas engraçadas surgiram. Certa vez, ao tocar a campainha num determinado apartamento em Copacabana, surgiu uma bela moça de biquíni, provavelmente se preparando para ir à praia, e sem nenhum constrangimento respondeu a todas as perguntas do questionário. No final, agradeci e me despedi.

Em outra ocasião, ao fazer pesquisa com uma determinada família, também em Copacabana, a senhora perguntou se já iriam instalar de imediato o telefone. Eu disse que se tratava de uma pesquisa e que não tinha data certa para abrir um plano de expansão para aquele bairro.

Numa outra vez, fazendo levantamento de novos mercados na Barreira do Vasco, vários moradores se aproximaram de mim e perguntaram se o trabalho que eu estava fazendo era para derrubar aquela comunidade. Identifiquei-me com crachá da Telerj, prancheta com formulário impresso com o logotipo da empresa e respondi que se tratava de um trabalho para implantação futura de plano de expansão para aquela área. Ofereceram-me lanche com refrigerante, pois estava perto de uma birosca, mas não aceitei. Sabendo que era um local perigoso corri com o serviço, agradeci pelo acolhimento e fui embora.

Em 1977, trabalhando em Botafogo, na Rua General Polidoro, 99 - 2º andar, uma senhora que lá trabalhava na digitação estava fazendo o curso supletivo e tinha dúvida em matemática. Disseram-lhe que eu poderia esclarecer e solucionar a sua dúvida. Ela veio até mim e passou o problema. Recorri a vários livros e, no dia seguinte, expliquei-lhe o resultado. Ela fez o exame e passou na prova. Então, veio dar-me mérito. Eu disse-lhe que o mérito era todo dela, pois foi quem fez a prova e passou.

Por todos esses pequenos acontecimentos trabalhando na Telerj, agradeço a DEUS por ter feito brilhar a minha vida, brilhado a minha mente, dando uma solução para cada caso acontecido.

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Escrito por Jorge Porto de Faria