Num certo dia, lá pelos anos trinta do séc. passado, meu avô e alguns amigos costumavam comprar bois lá pras bandas de São Joaquim para venderem na época da páscoa aqui no litoral catarinense. Quando chegaram lá, o cidadão que já conheciam estava em um velório de um compadre e, informados do acontecido, seguiram também para lá. Logo que chegaram foram convidados para se “aproximarem”, pois estavam proseando e “chimarreando” em volta do falecido.

Entre eles, um era novato nessa lida e que não conhecia chimarrão, mas foi o primeiro a ser servido, e sem saber o que fazia retirou a bomba e benzeu o defunto. O meu avô que também tinha o hábito de tomar chimarrão, não perdeu tempo para salvar a pele do seu companheiro. Pegou a bomba, benzeu o defunto, recolocou na cuia e ajeitou, tudo isso enquanto explicava que lá em serra abaixo era costume primeiro benzer o defunto logo na chegada.

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Escrito por Lenio Roberto Teixeira