Há algum tempo – na década de 1980, quando ainda vivia em Brasília/DF – li um livro escrito por um jornalista americano, do jornal Washington Post se não me engano, intitulado O Poder. Esse livro foi publicado pela Editora Abril, em edição especial. Fiquei impressionado e gostaria de acrescentar ao que li algumas observações/experiências interessantes que tive ao longo desses anos.

Claramente, ele afirmava que a raça humana é movida por três principais coisas: dinheiro, mulher(es) e poder, não necessariamente nessa ordem de importância.

Na época, lembro-me que fiz uma análise geral das pessoas que conhecia e, como estava muito próximo ao poder, conclui que o escritor tinha razão. Percebia que muitos políticos da época tinham muitos bens, mulheres e buscavam mais poder, almejando até a Presidência da República do Brasil, numa ânsia de acalmar seus respectivos egos, mostrando a si mesmo “até onde chegou a capacidade do filho da Dona Maria, muitas vezes a lavadeira do bairro que levava o menino – ele – para ajudá-la nas tarefas do ‘ganha-pão.’”

Juntei ao que havia lido a teoria da hierarquia de necessidades de Maslow, do meu curso de Administração, e vi que “a coisa dava samba”. Segundo aquele emérito professor, todos nós só subimos nos degraus da escada depois de cumprido o primeiro step – atender às necessidades fisiológicas de poder matar a fome, ter sexo e o mínimo de calor para um bom sono. Atendido isso, vem a preocupação com o amanhã, se também terei essas necessidades atendidas; a renda ou o emprego, satisfaz perfeitamente isso.

Em seguida, se ainda for válida a teoria de Maslow, necessitamos nos associar com pessoas que concordem com quase todas as mesmas ideias. O próximo degrau da “escadinha” é a necessidade de reconhecimento por pares e/ou público, demonstrando o nosso valor como ser pensante na sociedade.

O último estágio é o da autorrealização, que nosso ego nos impõe quase que nos afirmando que só seremos verdadeiramente vitoriosos se dominarmos e demonstrarmos nossas grandes virtudes, performance, capacidade de “super-homem”. Muito cuidado que aí não foi, ainda, julgada a moral ou ética envolvida no processo.

Isso tudo explica, de alguma forma, porque nos expomos em sermos ridicularizados por pessoas que sabem mais que nós e/ou malvadamente nos querem expor ao ridículo perante todos.

Sugiro que analisem homens vitoriosos no seu dia a dia e que se expõem a situações vexaminosas e constrangedoras para obter mais poder, muitas vezes mais dinheiro e estar bem com as mulheres (ou homens, dependendo de suas preferências).

Seria bom que fossem orientados a canalizar toda essa força e vontade para melhorar a qualidade de vida de seus pares, seres humanos, de forma muito límpida e isenta. Alguns até que têm feito isso... mas são muito poucos!

Você se candidata?

--
Escrito por Francisco Augusto Cesar Medeiros