Mãe não se define, por mais que você pesquise as palavras ou tente algo na filosofia. Mãe é um sentimento de amor, carinho e amizade. “Aquela mulher que teve a felicidade e o sofrimento alegre de gerar uma nova vida. É prazeroso e contagiante ter apreciado nossa mãe ou a mãe de nossos filhos quando da sua gravidez. São nove meses de tensão e a constância de doces palavras, gestos meigos e sorrisos tenros. Nós, filhos, não temos a capacidade nem a compreensão de retribuir à mãe, um mínimo de carinho, devoção, amor e outros sentimentos que elas são merecedoras. Estivemos em seu ventre, vivendo com ela, nos alimentando, chutando-a, deixando-a desconfortável e trazendo sérias preocupações por ocasião de toda gestação.  Que tal lhe darmos todos os dias abraços e beijos amorosos por tudo que ela representa?”

O poeta Júlio Dantas escreveu: “Pode secar-se num coração de mulher a seiva de todos os amores, porém nunca se extinguirá o amor materno”. “A relação entre mãe e filho é imediata. O pai fica louco para que o filho comece a falar e andar para que ele o sinta como seu filho. Batismo para pai é o primeiro jogo de futebol juntos. A alegria independe do resultado do jogo! Mãe, não. Vejamos: o que vemos nas filas das portas dos presídios em dias de visitas? Mães ou pais? Mães, a resposta é fácil, dada a grande discrepância. Como amor de mãe não tem o intermediário da cultura, filho nunca é criminoso, é sempre, e antes de tudo, filho. Chico Buarque cantou esse aspecto em Meu guri, a história daquela mãe que diante de todas as evidências da bandidagem do guri, continuava a vê-lo como um anjo de altar”. Nas reuniões de pais nas escolas a presença maciça é das mães, quase 90%. As escolas ensinam, os pais educam. Assim são as mães, que devem ser exaltadas, glorificadas, reverenciadas diariamente.

Lembre-se do que ela lhe ensinou:

A palavra mais egoísta: eu. Evite-a. A palavra mais satisfatória: nós. Use-a. A palavra mais venenosa: egoísta. Destrua-a. A palavra mais usada: amor. Valorize-a. A palavra mais prazerosa: sorriso. Mantenha-a. As palavras que se espelham mais rapidamente: fofoca. Ignore-as. A palavra que às vezes é mais difícil: sucesso. Adquira-a. A palavra mais destruidora: inveja. Distancie-se dela. As palavra mais essenciais: confiança em Deus. Acredite nisso.

Nessa semana, procurando subsídios para homenagear as Mães encontrei um escrito de rara beleza. Trata-se de um diálogo entre um Anjo e Deus, cujo autor é desconhecido. Ei-lo:

No dia em que Deus criou as mães, um anjo apareceu e Lhe disse:

— Por que esta criação está Lhe deixando tão inquieto Senhor? E o Senhor Deus lhe respondeu:

— Você já leu as especificações dessa encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.

O anjo balançou lentamente a cabeça e lhe disse:

— Seis pares de mãos, Senhor? Parece impossível?!

Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus – e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?

O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:

— E tem isso no modelo padrão?

O Senhor Deus assentiu:

— Um par de olhos para ver através de portas fechadas para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro; outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: Eu te compreendo e te amo! – sem dizer uma palavra.

E o anjo mais uma vez comenta:

— Senhor... já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.

Mas o Senhor Deus explicou-lhe:

— Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de nove anos a tomar banho...

O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:

— É muito delicada Senhor!

Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:

— Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!

O anjo, analisando melhor a criação, observa:

— Há um vazamento ali Senhor...

— Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.

— Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.

— Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim...

(Fontes: Internet/ Informativo Antena – Vale do Taquari/RS “Veneração à rainha do mundo” /Portal Ciência & Vida Filosofia “Mãe e a fronteira do céu” de Jorge Forbes).

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Escrito por Francisco de Santana