Ele é técnico em telefonia, formado em Direito, Ciências Contábeis, Administração de Empresas e História. Ramo de atividade: criação de porcos e galinhas e se considera inteligente por criar e formar todos os filhos e ter hoje uma vida tranquila, calma e serena. O outro é casado com uma advogada, pós-graduada. Ele se gaba de ganhar de cinco a dez vezes o salário dela e a zomba por ter ele no currículo apenas o primário.

Ramo de atividade: venda de pinga, banana, queijo e mel. Ele se considera um ser inteligente e a esposa uma tola por passar tanto tempo estudando e ganhar tão pouco. Juliana Rodrigues no Twitter Radical Teen dá seguinte explicação: “O tolo está sempre errando e sempre procurando uma maneira de justificar o seu erro, ele ouve as palavras de aconselhamento, mas não as coloca em prática e leva a sua vida sempre errando, deixando que o pecado faça parte da sua vida.

O inteligente é bem diferente, ele ouve todas as palavras de alerta e preocupa-se em fazer tudo certo, mas ele deixa se levar por um breve deslize da carne e deixa que as más influências o contaminem, ele cai no erro e sofre as consequências do seu pecado. Ao observar tudo o que lhe fez mal, ele aprende com o seu erro, deixando de praticar o que lhe trouxe tantos males.

O sábio está sempre atento ao que acontece ao seu redor, ele observa o tolo, observa o inteligente e vê todos os erros e também todas as consequências que o pecado pode trazer a alguém e, então, ele vigia intensamente e preserva-se aprendendo com o erro dos outros.

Por vezes o inteligente é confundido com o sábio e, de certa forma, os dois são parecidos, mas existe uma diferença fundamental entre os dois: a dor”.

“João e Marcos eram dois irmãos detentores de grande capacidade intelectual. Inteligentes ao extremo, se constituíam no orgulho dos pais. No entanto, embora gerados no mesmo ventre e educados pelas mesmas pessoas, quando atingiram a idade adulta empregaram de forma diversa seus atributos.

João se deleitava somente com a matéria. Marcos se empolgava com os valores da alma. João utilizava sua inteligência somente em benefício próprio, não titubeando em enganar para conquistar seus objetivos. Marcos colocava sua inteligência também em favor dos menos favorecidos. A inteligência de João impunha, amedrontava, constrangia, humilhava...

A inteligência de Marcos estimulava as pessoas a sua volta, convidando-as ao crescimento. João possuía apenas dotes intelectuais. Marcos aliava sua capacidade intelectual ao senso moral bem desenvolvido. João era inteligente. Marcos, além de inteligente, era sábio”.

Definições são subjetivas. Neste caso específico, cada um se vangloria, menos o tolo. Um amigo me disse que toda essa estratégia é fruto da percepção, “que implica a crença na realidade exterior e um sentimento de objetividade. Um verdadeiro juízo de exterioridade, um fenômeno complexo em que se reúnem várias operações psicológicas como: sensação, memória, associação, comparação, juízo e etc.” Pelo grande número de faculdades criadas no Brasil, é fácil obter um diploma de curso superior. Você nem precisa sair de casa para se formar, já existem cursos a distância e incautos negociando diplomas.

O Brasil é conhecido por Universidades renomadas, verdadeiras fontes de saber, colégios consagrados de ensinos importantes que tornam os alunos preparados para exercerem lideranças em todos os níveis. Pressupõe-se, então, que nosso país é formado por pessoas inteligentes ou sábias. Tudo vai depender do seu desempenho e sucesso obtido. Se somos tudo isso em nível intelectual, por que escolhemos sempre líderes fajutos, imorais, degradados politicamente, ignorantes, facínoras, corruptos, demagogos, imbecis, arrogantes, egoístas, inimigos do povo e falsos para nos representar nos Poderes Legislativo e Executivo? Acreditar neles uma vez, tudo bem, duas, é concebível, mas perpetuá-los no poder é insanidade. Lembro-me do governo de Fernando Henrique Cardoso, tido como: intelectual e chegado à elite. Diziam na época que ele era o Robin Hood ao contrário, pois tirava dos pobres e dava para os ricos. Depois veio o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, pouco escolado, estigmatizado como pai dos pobres e também conhecido como Robin Hood porque tirava dos ricos e dava para os pobres. Depois veio a senhora Dilma Rousseff, companheira de Lula, também estigmatizada como mãe dos pobres, adora o poder e uma espécie de Robin Hood de saias, tira dos ricos e dá para os pobres. Diante desse imbróglio filosófico, político e psicológico concluo que, nós eleitores, somos os tolos, facilmente dominados por palavras vãs, mentiras e falsas promessas. Eles são os sábios. De que valem tantos anos de estudos se no final optamos sempre pelo pior.

Lembre-se de que:

“O açoite é para o cavalo,
o freio para o jumento,
e a vara para as costas dos tolos.
” Provérbios 26:3.

(Fontes: Manual de Filosofia /Theobaldo Miranda Santos, Tweeter Radical Teen/Juliana Rodrigues, Texto, O inteligente e o sábio de Wellington Balbo).

--
Escrito por Francisco de Santana