Quarta-feira, 24 de julho de 2013, 21h30. Nesse instante, eu me preparava para assistir ao jogo entre o Clube Atlético Mineiro e Olímpia do Paraguai. Toda Minas Gerais, Paraguai e parte do Brasil pararam para ver esse jogo que apontaria o campeão da Copa Libertadores da América. O repórter falava o nome dos jogadores atleticanos: Victor, Giovanni, Lee, Paulo Victor, Rafael Marques, Leonardo Silva, Rever, Júnior César, Michel, Marcos Rocha, Carlos César, Sidimar, Jemerson, Ronaldinho Gaúcho, Gilberto Silva, Josué, Rosinei, Pierre, Richarlyson, Leandro Donizeti, Bernard, Leleu, Lucas Cândido, Diego Tardelli, Jô, Alecsandro, Guilherme, Neto Berola e Luan. Esses nomes levaram-me ao ano de 1971.

Nesse ano, o Atlético Mineiro sagrou-se com brilhantismo o primeiro campeão brasileiro de futebol. Que plantel tinha o “galo”! Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vanderlei, Vantuir e Odair. Ronaldo, Humberto Ramos, Dario, Lola e Tião. Esse era o time considerado titular. Na reserva tinham: Cincunegui, Spencer, Normades, Guará, Beto, Salvador, Bibi, Zé Maria, Romeu e Ângelo. O treinador era Telê Santana.

Telê revolucionou o futebol brasileiro com esquemas táticos futuristas. O time jogava bonito, toques de bola refinados, envolventes, sempre procurando o gol, sem violência, pontapés ou prática do antijogo. Telê era um inovador, um estrategista. Hoje, o Atlético Mineiro está sob o comando do Cuca, igual ao Telê, um ex-jogador consagrado, avesso à violência, visionário de grandes ideias, estudioso, competente, educado, emotivo, companheiro, amigo e, muitas vezes, um pai. Foi assim que ele indicou jogadores desacreditados, que fizeram grandes apresentações, se tornaram exemplos, foram reconhecidos e respeitados pelo talento.

A torcida atleticana aumentou assustadoramente a partir da conquista desse campeonato de 1971. Hoje, ela é uma massa homogênea cujo objetivo está inserido no seu hino oficial:

Nós somos
Do Clube Atlético Mineiro
Jogamos com muita raça e amor
Vibramos com alegria nas vitórias
Clube Atlético Mineiro
Galo Forte Vingador.
Vencer, vencer, vencer
Este é o nosso ideal
Honramos o nome de Minas
No cenário esportivo mundial
Lutar, lutar, lutar pelos gramados do mundo pra vencer
Clube Atlético Mineiro
Uma vez, até morrer
Nós somos campeões do gelo
O nosso time é imortal
Nós somos campeões dos Campeões
Somos o orgulho do Esporte Nacional
Lutar, lutar, lutar
Com toda nossa raça pra vencer
Clube Atlético Mineiro
Uma vez até morrer

Essa conquista deveria ser o orgulho de todo brasileiro, mas a realidade é outra. O futebol é movido por paixão e sempre será. A hipocrisia reina soberana num percentual grande quando alguém diz que torceu pelo adversário porque ele representou o Brasil.

Rendo-me ao grande futebol praticado pelo Clube Atlético Mineiro e saúdo a massa citando alguns amigos, fiéis representantes: Alexandre e Gabriel Cobucci, Ricardo Salim, Márcio, Gabriela, Mariana, Regina, Sérgio, Renato e Marcelo Sant`Anna, Wagner Ricardo Vaz de Melo, Wagner Viol e José Eugênio Dutra Câmara Filho. Como dizem:

“Caiu no horto, está morto”.

“Caiu no Mineirão, é campeão”.

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Escrito por Francisco de Santana