Gostaria de poder contribuir fazendo uma singela homenagem ao bairro do Rio de Janeiro onde nasci. Hoje em função do progresso, esse bairro e todo entorno onde estava localizada minha saudosa casa só existe aqui neste poema. Por isso, Madureira, reviva aqui!

Madureira, Oh! Madureira, berço amado,
Em teu regaço, fui amparado,
Embalou-me com cuidado,
Gingou-me no teu gingado,

Ali, ouvia o repicar do teu surdo
Tenho de confessar,
Era para mim
Canção de ninar.

Rua Guaxima, vizinho com rua Dona Clara,
Catedral São Luiz Gonzaga
Pintadinha e de ouro retocada,
Na pia batismal ,confirmada
Toda saga aqui contada.

Bairro nobre, Gresa, Portela, Império Serrano,
Tantos ilustres já nos deu,
Sou filho de filho seu
Que em seu seio recebeu.

Tenho orgulho do registro que detenho
E em ser Djalma Portela,
Que por esta tela, eu venho.
Tão linda, poeticamente bela.

Pois que cor poderia ter?
Preto e branco, branco e preto!
E qual cor teria o poder da alegria
E do acalanto, na hora do pranto?
Madureira, tuas cores enfeitam o arco-íris,
E sempre, eternamente a entreluzir.

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Escrito por
Djalma Jaime Portela