A lágrima que rola em meu rosto
É o preço pago pelo desgosto.
Quando iludida me entreguei,
E em teus braços, te amei.
Coração terra enganosa,
Pelos olhos da paixão,
Avistei o paraíso! Vi encantos, somente rosas!
Visões oasianas. Tudo isso! Tão somente prosas
Mas como em um manso ribeiro
Mergulhaste, revestido de prazer,
Impregnada, e extasiada pela paixão,
Fui como palha seca, no fogo de imensa ilusão.
Não ofereci combate,
Sonhando, não ouvi a razão,
Entreguei-me, extravasei,
Corpo, alma, coração.
Fui como pluma ao vento,
Bailava no ar, cativa!
Dos seus mais profundos argumentos, do tipo,
Amor assim não tem fim, não morreria,
Simplesmente nascia, dizias!
Para todo sempre, consequente, decorrente, eterno!
A lágrima que rola em meu rosto
É o preço pago pelo desgosto.
Quando iludida me entreguei,
E em teus braços, te amei.

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Escrito por
Djalma Jaime Portela