Andei por entre montanhas,
E por vales também caminhei,
Frio intenso, havia momentos alternados de sol escaldante,
E na tipologia de um deserto, solidão eu enfrentei.

Sempre a procura de um amor,
Sem abas nem beiras, sem máculas,
Que me fosse puro, fiel, verdadeiro, sem fronteiras,
Chorar! Confesso que chorei, sorri, nem sei...

Foi quando um anjo
Visitou-me, exclamado; disse-me,
— Amor assim! E repetia seu enunciado,
Que um certo homem já havia decretado!

Então minha procura chegou ao fim ...
Um amor desse quilate, de valor sem igual, que tanto procuras!
Só se encontra na luz
E, antes mesmo de eu nascer, me fora dado, num gesto tão nobre
E apontava para uma cruz vazia, porque um enviado se fez homem e ao terceiro dia reviveu o que
fora atado àquela amarga cruz.
E caído alguém com voz de trombeta disse-me
— Levanta-te, eu sou contigo.

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Escrito por Djalma Jaime Portela