Caros leitores, permitam
Que eu relate a minha história,
Feita de fatos reais,
Que guardo bem na memória.
Como gosto de Cordel,
Em versos canto a SISTEL
Numa bela trajetória!

Há quarenta e tantos anos
A coisa era diferente,
Pelo menos na política,
O Brasil de antigamente,
Sem querer polemizar,
Menciono um militar
Que respeitava sua gente!

O General Alencastro,
Presidindo a TELEBRÁS,
Fez excelente Gestão
Formando equipe capaz...
Com arrojadas ações,
“TELECOMUNICAÇÕES”
No País ganhou cartaz!

Uma tecnologia
de ponta foi adotada.
Cada estado do país
Tinha TELE respeitada.
Com antenas lá no céu
Operadas na EMBRATEL,
Toda a Nação foi ligada.

A TELEBRÁS como holding,
Fazendo um trabalho duro,
Com decisões bem pensadas,
Venceu barreiras e muro.
Na firmeza e honestidade,
Deu saltos de qualidade,
Lançou o Brasil no futuro!

Como Empresa só se faz
com o concurso de gente,
E, sendo o nosso Alencastro
Homem muito inteligente,
Com grande sagacidade
Pensou em Seguridade
Pondo o foco lá na frente!

Após bom planejamento,
Cálculos atuariais,
Tomadas as providências,
Feitos trâmites legais,
A semente foi plantada,
Estava a SISTEL criada,
Com funcionários leais.

Lançada grande campanha,
Por este Brasil inteiro,
Para colher adesões
Ao seu plano alvissareiro,
Que daria ao “Sistelado”,
Um futuro assegurado,
Sem custar muito dinheiro.

O funcionário pagando
Um pouco do seu salário,
Co’ as empresas assumindo
Todo o restante atuário,
Já ficava assegurado,
Que doente ou aposentado,
Manteria o numerário.

A SISTEL em cada Estado,
Tinha o seu representante,
Que no início da Campanha
Trabalhou que nem gigante.
Inscrevendo associado,
Que em número disparado
Aumentava a cada instante.

Porém, também existia
Vez por outra um resistente,
Alegando mil motivos,
Se mostrando indiferente...
Desses que nem sua chefia
Acabava a teimosia
da tolice imprevidente.

No Ceará, coube a mim
Representar a SISTEL.
Naquele tempo distante,
Tudo feito no papel...
Pois os meios virtuais,
Só em alguns anos mais,
Trazem servidor fiel.

Pra ser fiel à história,
Devo nesta narração,
Citar que o meu presidente,
Homem forte em decisão,

Apesar de mui correto,
Não acolheu o projeto
Com maior empolgação.

Mas, por dever de justiça,
Também nunca atrapalhou!
Pra fazer o meu trabalho,
De pronto me liberou.
Deu meios de prosseguir...
Só não fez foi aplaudir
Quando a SISTEL se instalou.

Tive que correr ligeiro,
Da capital ao sertão...
Muitas vezes já chegando
Co’ o formulário na mão.
E após dar o meu recado,
Com jeito e sempre educado,
Pedia logo a adesão!

Para chegar aos lugares
Longe da periferia
O presidente me fez
Uma grande cortesia,
Concedeu-me a permissão
De utilizar o avião
Pertencente à Companhia.

O Comandante Gondim,
Piloto experto e falante,
Descia em campo de pouso
De arrepiar elefante!
Buraco em todos os lados,
Sendo os bichos afastados
Com poeira de rasante.

Passado o tempo devido,
Favorecendo a opção,
Correram retardatários
Implorando sua adesão.
Quando um colega morreu,
E a família empobreceu,
Sem a complementação.

Outras oportunidades
Ainda foram criadas,
Para acolher na SISTEL
As pessoas demoradas;
Dessas que a ficha só cai
Quando o ‘cavalo’ já vai
Disparado nas estradas.

O Projeto disparou!
E com credibilidade,
Aplicando o arrecadado
Com muita seriedade,
O ‘bolo’ logo cresceu
E o associado entendeu
Que é bom ter seguridade.

Como a SISTEL desde o início
Soube bem se organizar,
Toda ação que prometeu,
Na hora certa pode honrar.
E depois que criou fama,
Ainda instituiu o PAMA,
Pra saúde melhorar.

Os exames preventivos,
Outra excelente atitude,
Obrigando o associado
A cuidar bem da saúde,
Está entre os bons ofícios,
Que só trazem benefícios.
Deus queira que nunca mude!

Empréstimos concedidos,
Mesmo a custo de mercado,
Ainda assim são favoráveis,
Quando alguém muito apertado,
Quer escapar de uma fria,
Sem qualquer burocracia,
Nem avalista abusado.

Em quarenta anos de vida,
De tudo o mais importante,
É que a nossa “Sistelzinha”,
Sempre presente e atuante,
Com virtudes e sem vícios,
Vem pagando os benefícios,
Sem falhar nenhum instante!

A SISTEL tem muita história
Que merece ser contada...
Só não digo quem me disse
Uma que achei engraçada;
Embora de humor medonho,
No final tornou-se o sonho
De uma paixão duplicada.

Deu-se com um casal feliz...
Ele há muito aposentado,
Vendo sua morte chegar,
No seu leito, conformado,

Disse: – Escute, amada minha,
Nem pense em ficar sozinha.
Ponha outro amor ao seu lado.

Não tem sentido você
Ficar com boa pensão
E em vez de gozar a vida,
Ir sofrer na solidão!
Só ficarei sossegado,
Quando estiver do ‘outro lado’,
Vendo sua nova paixão!

Passado o tempo do luto,
Certa noite essa viúva,
Sentiu seu carro estancar
Em meio a tremenda chuva...
Aparece um cidadão
E solícito deu-lhe a mão,
Que se ajustou como luva!

Do encontro ao “juntar dos panos”,
Foi um pulo de pardal.
Amor à primeira vista,
Nunca houvera outro igual.
E ela na lua de mel,
Louvava a Deus e à SISTEL,
Seu velho amor e o atual.

Vou terminando o cordel,
Mas, antes quero dizer,
Que o bom mesmo nesta vida
É ter sempre um bem-querer.
Gozar saúde e amizade,
Ter boa Seguridade,
Que assegure um bom viver.

Por isso é mais do que justo,
É dever de gratidão,
Abraçar nossa SISTEL,
Que sempre está de plantão,
Em QUARENTA ANOS vividos,
Cuidando dos assistidos,
Com toda dedicação!

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Escrito por
Paulo Fernando Torres Veras