Caríssimos leitores, permitam-me a liberdade de falar de mim quando mergulhei n'alma de alguém que havia perdido um grande e tão sonhado amor.

Acerca de mim
Autor: Djalma Jaime Portela

Sou como um cálice de cristal,
Próprio para um raro bom vinho,
Que aquece,
Agrada, mas também embriaga!

Seu líquido precioso!
Perdeu-se... Quando o cálice foi ao chão.

Estilhaçado, espalhado
Bem que tentei ajuntar, pedaços doloridos de mim.
Percebia de forma sofrida,
Que tudo era em vão, enfim.

E via com clareza,
Muito além,
Que o mais importante!
Não era o cálice de cristal!
E sim, o bom e raro vinho,
Safra única,
E se foi...
Ali!
Espalhado no chão, diante de mim,
Derramado. Espalhado!
Misturado às lágrimas
Que derramei com fim

E, uma vez derramado,
Não aquece, não agrada,
Não embriaga ninguém.

--
Escrito por Djalma Jaime Portela