Abordei esse tema em uma publicação do Jornal da federação do movimento de bairros da baixada fluminense no ano 1986.

Semelhante ao formigueiro que acabara de ser bulido, gente que vai, gente que vem e é raro o bairro que não tem um bloco, cordão ou algo que se assemelha. E com grande propriedade, disse um poeta: "Só não vai quem já morreu".

E é o momento esperado por muitos. Existem os profissionais da folia a dedicarem-se o ano inteiro para distribuírem a chamada alegria e, em suas razões, rechearem seus cofres com altos ganhos.

Talvez a psicologia possa explicar a descaracterização do comportamento d'aqueles que são cooptados. O exibicionismo e o prazer são elementos, são essência que se impregnam, sem contar com as extravagâncias coletivas, é claro! Momento de êxtase e de grande prazer nesse palco de exposição frenética.

Os chamados artistas do carnaval ali também expõem suas ideias em temas variados, sempre em busca de superação pessoal, podendo assim deslumbrarem todo seu fascínio e grande esplendor, fruto de suas belas imaginações em variadas temáticas. Na qual atores comuns de nossa sociedade passam a dar vida a fatos muitas vezes oriundos do nosso cotidiano.

E o Grêmio recreativo bloco carnavalesco, ”correndo atrás do vento” e com seu principal abre alas, ”é tudo ilusão”, pede passagem e promete para o próximo carnaval arrastar multidões com o enredo ”quem viver verá”.

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Escrito por Djalma Jaime Portela