Envelheço quando me fecho para as novas ideias e me torno radical.

Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar.

Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.

Envelheço quando meu pensamento abandona sua casa. E retorna sem nada a acrescentar.

Envelheço quando muito me preocupo e depois me culpo, porque não tinha tantos motivos para me
preocupar.

Envelheço quando penso demasiadamente em mim mesmo e, consequentemente, me esqueço dos
outros.

Envelheço quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que
os fatos insistam em me contrariar.

Envelheço quando tenho a chance de amar e deixo o coração que se põe a pensar: será que vale a
pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?

Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma que se põe a
lamentar.

Envelheço, enfim, quando paro de lutar!

--
Escrito por Djalma Jaime Portela