A vida nasce em um faiscar de emoções
Cheirando amor ou paixão, quase sempre
Solitários dois corpos se doam com sensações
Numa tempestade de calor, arrebatamento e tentações.

A vida segue seu curso sem se preocupar
Se os atores principais ou coadjuvantes entendem
O dia passa, a hora voa, os minutos pendem
E tudo se consome não importa o ar

Este ar que necessito para viver, amar
Este amor impossível, devastador, incorrigível
Loucura tanta que nem sei aonde vai levar
A saudade de outrora, magnânima, terrível.

Estou paralisado e sem ação, no momento

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Escrito por Francisco Augusto César Medeiros